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DURANTE AUDIÊNCIA

Banco Central atribui endividamento rural à gestão de plantio, e Irajá Lacerda rebate duramente em audiência no Senado


Por Redação

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Irajá Lacerda. (Foto: Reprodução)

Durante audiência pública no Senado Federal, uma declaração do Banco Central do Brasil sobre o endividamento rural provocou forte reação. Segundo o órgão, grande parte do endividamento dos produtores estaria relacionada a falhas na gestão de plantio e no manejo das lavouras. A afirmação foi duramente contestada por Irajá Lacerda, que classificou a análise como simplificadora e distante da realidade enfrentada no campo.

 

Em sua manifestação, Lacerda rebateu a tese de que o endividamento decorre majoritariamente de erro de gestão por parte dos produtores, afirmando que essa leitura ignora fatores determinantes como eventos climáticos extremos e frustrações de safra, que afetaram amplas regiões produtoras nos últimos anos.

 

“É equivocado atribuir ao produtor a responsabilidade por prejuízos causados por fatores que fogem completamente ao seu controle. O clima não é gerenciado pelo produtor, e a legislação existe justamente para proteger quem enfrenta esse tipo de adversidade”, afirmou.

 

Lacerda destacou que Mato Grosso, estado líder na produção agropecuária nacional, registrou quebras significativas de produtividade em diferentes safras, inclusive em propriedades que adotam planejamento técnico e boas práticas agronômicas. Para ele, generalizar o endividamento como falha de manejo penaliza injustamente quem produz e cria uma narrativa que desconsidera a realidade do setor.

 

Outro ponto enfatizado foi a existência de instrumentos legais de proteção previstos na política de crédito rural, criados exatamente para situações de frustração de safra. Segundo Lacerda, quando esses mecanismos deixam de ser aplicados corretamente, o produtor acaba sendo empurrado para um ciclo de endividamento cada vez mais severo.

 

“O crédito rural não pode funcionar como um sistema que transfere todo o risco para o produtor. As regras existem para dar estabilidade ao sistema produtivo e precisam ser respeitadas”, completou.

 

A reação no Senado evidenciou a divergência entre uma visão estritamente financeira do problema e a leitura de quem acompanha de perto a realidade do campo. Parlamentares presentes ressaltaram que atribuir o endividamento exclusivamente à gestão do produtor pode comprometer políticas públicas essenciais e enfraquecer a confiança no sistema de crédito rural.

 

Ao final da audiência, Lacerda defendeu que o debate avance com base técnica, dados climáticos e respeito à realidade do produtor rural, alertando que o país não pode normalizar a transferência de riscos sistêmicos para quem sustenta a produção de alimentos.


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